Como recuperar a autoestima após relacionamento narcisista: O resgate da própria identidade
(Copiar a partir daqui) O término de um relacionamento abusivo raramente se assemelha a um luto amoroso comum. Na minha prática clínica, observo que pacientes que conseguem sair de dinâmicas com parceiros narcisistas não chegam ao consultório apenas tristes pelo fim da relação; eles chegam com a estrutura psíquica fragmentada. A dor principal não é a saudade do outro, mas o terror de não saber mais quem se é. A recuperação da autoestima após esse tipo de violência invisível não acontece através de idas ao salão de beleza ou frases motivacionais. Trata-se de um processo clínico de reconstrução da própria capacidade de confiar na sua percepção da realidade.
A erosão da realidade e o "Gaslighting" A característica mais destrutiva do abuso narcisista não é a ofensa direta, mas a distorção metódica da realidade, frequentemente chamada de gaslighting. Durante o relacionamento, o paciente é sistematicamente condicionado a duvidar da própria memória, dos seus sentimentos e do seu julgamento. Se ele reclama de uma atitude agressiva, ouve que "está imaginando coisas" ou que "é sensível demais".
Com o tempo, para evitar conflitos exaustivos, o paciente terceiriza a sua bússola moral para o abusador. Ele passa a enxergar o mundo e a si mesmo através dos olhos de quem o ataca. Quando a relação termina, o sintoma mais severo é a dissonância cognitiva: o paciente está livre fisicamente, mas a sua mente continua operando sob as regras punitivas do ex-parceiro. Esse estado de alerta constante exige, num primeiro momento, um trabalho focado na regulação emocional e controle da ansiedade para retirar o sistema nervoso do estado de ameaça contínua.
O luto pelo "eu" que foi silenciado A autoestima não é apenas gostar da própria imagem no espelho; é a convicção profunda de que os seus sentimentos e limites são válidos. Em um relacionamento narcisista, a única forma de o paciente sobreviver é anulando as próprias necessidades para alimentar a grandiosidade do outro.
Na terapia, realizamos o luto não pelo abusador, mas pelo tempo e pela energia investidos em uma fantasia. Nós fazemos uma Arqueologia Pessoal para desenterrar os valores, os gostos e as opiniões que o paciente precisou enterrar para caber na relação. A pergunta que guia o tratamento não é "por que ele fez isso comigo?", mas sim "o que eu preciso fazer para voltar a habitar a minha própria vida?".
A retomada da agência pessoal Recuperar a identidade após o abuso é voltar a ser o autor do próprio roteiro. O objetivo da psicoterapia é o desenvolvimento de uma autonomia e identidade inabaláveis, blindando a sua estrutura psíquica para que esse padrão nunca mais se repita. Se você está exausto de duvidar de si mesmo e deseja reconstruir a sua bússola interna, a intervenção clínica é o espaço seguro para isso. Realizo atendimentos psicológicos online em nível global e presenciais em Presidente Epitácio - SP.
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